quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Onipresente

Sempre ao teu lado
Estou
Mesmo distante
Te abraço

Por alguns instantes
Reflito
Como és importante
Repito


Num horizonte infinito
Te encontro
E no meu quarto escuro
Eu canto


Com tua presença
Eu mudo
Ao te escutar
Me calo


Uma parte de mim
Procuro
Porém você
Eu já achei

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Prisão

Uma mulher

Triste,

Cansou,

E partiu.



Seu marido

Nada dera para ela.

Apenas aquela cueca

Suja para ser lavada.



Ela até que resistiu

Com ele vinte anos ficou.

Hoje com cinqüenta e dois

Ela o abandonou.



Está livre,

Feliz está.

Além de lavar cuecas

Um feijão sabe cozinhar.



O mínimo ela aprendeu

Do mínimo ela precisa.

Agora está livre

Se sente linda.



Voa mulher

vai atrás da sua felicidade.

o tempo não passou

isso é liberdade.

A banana

Um tucano

Sobre uma casa avoava.

Nunca de lá saiu.



Sempre feliz

Esperava a dona de casa

Dar-lhe uma banana.



E por lá continuou

Sorriu,chorou...

Nunca desistiu.



Livre ele era

A patroa  não prendia.

Simplesmente o amava.



Sua casa era o telhado.

Quebradiço e velho.

Um dia partiu.



Nunca mais o viram por lá

Ele desapareceu

Acabou-se a banana

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Lugar inesquecível

Uma casa
Fria e sombria.
Um girassol
Esperançosa sorria.


Através da janela
Via as outras flores
Livres
E felizes.


Era só o sol nascer
Ela toda se arrumava.
Se penteava ,
E se maquiava.


O seu único amigo
Era um sabiá
Com ele
O girassol aprendeu a amar.


A casa ainda vazia
não tinha ninguém para regá-la.
O seu rosto bonito
Começou a enrugar.


O tempo passava
e ela chorava.
e com suas próprias lagrimas
Se alimentava


Depois de alguns anos
Aquela casa lá estava.
E o sabiá,
Por lá continuava.


Aquele lindo girassol
Nada mais escuta.
E o amor e a solidão
A vida continua.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Os três patos

Três patos
Felizes por ai nadavam.
Eram livres,
Apaixonados pela vida estavam.


A casa
Era um lago,
Não tão grande ,
um pouco esverdeado.


Apenas no verão
Temiam o pior.
Um feio caçador
Atirava sem dó.


Em um final de tarde
O pior aconteceu.
Um dos patos
Fora atingido e morreu.


Desde então
Os dois que sobraram
Não tiveram sossego.
A felicidade padeceu.


Muitos caçadores
Lá passaram a freqüentar.
Os bons momentos,
Só se pode recordar.


Acabou a alegria,
O lago escureceu.
A liberdade tão apreciada,
Simplesmente desapareceu.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Dia de Jogo

Um pretexto

O cigarro

Jogo na tela

E o bar lotado



Cerveja não muito gelada

Clima de tensão

Cada gole que eu dava

Uma nova instrução



Juro,por ali

mais de dez técnicos vi

uns mais irritados

e outros nem aí



terminei meu copo

pedi licença

o garçom bravo disse:

senta!!!



Brasil

um grande palco.

Milhares de atores e atrizes

encenam o desabafo

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Dia de finados

Um sol diferente

Uma tarde comum

Crianças brincando

Sanduíches de atum.



Quanta alegria

Muita saudade

Um gole de água

Para aliviar a cidade.



Andando por aí

Tudo se pode encontrar

Comportamentos humanos

Fotos para tirar.



Esse dia,

Difícil de esquecer

Andará ao meu lado

Até ao anoitecer